No mundo selvagem, muitos predadores têm de desenvolver seu talento para a caça, a fim de se tornarem bons caçadores. Os jovens têm de prestar muita atenção à medida que os pais os conduzem passo a passo. Em um santuário africano da vida selvagem, uma fêmea de chitá, chamada Saba, foi observada quando dava importantes lições de sobrevivência para seus filhotes. Depois de rondar, por mais de uma hora, uma gazela-de-thomson que pastava, a chitá deu um salto gigante, prendeu e sufocou o infeliz antílope — mas não o matou. Pouco depois, Saba largou o animal aturdido diante dos filhotes que, estranhamente, relutavam em lançar-se à presa. Os pequenos chitás entenderam por que a mãe lhes havia trazido um animal vivo: ela queria que eles aprendessem a matar a gazela. Toda vez que a presa tentava erguer-se e correr, os filhotes, bastante alvoroçados, a levavam ao chão. Exausta, a gazela desistiu de lutar pela sobrevivência. Observando à distância, Saba aprovou as ações dos filhotes.
Alguns animais se especializam em fazer o maior barulho possível quando estão procurando comida. Uma alcatéia de hienas-malhadas grunhe, bufa e solta gargalhadas quando está correndo atrás da presa. Uma vez que esta tenha sido morta, a infame “gargalhada” das hienas convidará outras delas para o banquete. Mas as hienas nem sempre caçam para conseguir comida. No mundo selvagem, elas estão entre os piores piratas de comida — usando todos os métodos para atormentar outros predadores com sucessivos ataques, de modo que possam tomar-lhes a presa. Imagine, sabe-se que em alguns casos elas afugentaram leões de sua refeição! Como conseguem isso? Esses animais barulhentos trabalham freneticamente na tentativa de perturbar os leões que estão se alimentando. Se eles ignoram o barulho, as hienas ficam mais agitadas e ousadas. Acabou-se a tranqüilidade! Daí, os felinos em geral abandonam a carcaça e deixam a área.
A busca por comida é um ritual complicado para as abelhas. Estudos científicos complexos revelaram que, dançando, a abelha informa à colméia a localização, o tipo e até a qualidade do alimento encontrado. A abelha carrega no corpo amostras do alimento, como néctar ou pólen, para as outras abelhas da colméia. Ela executa uma dança em forma de oito e, desse modo, dirige as outras à fonte de alimento e indica a distância a ser coberta. Cuidado! Aquela abelha pairando perto deve estar obtendo informações importantes para levar para casa. Talvez tenha confundido o perfume que você está usando com a próxima refeição dela!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Predadores!
Estamos em meados de julho. No imenso Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia, milhares e milhares de gnus estão indo para o norte em busca de pastagens mais verdejantes na Reserva de Caça Masai Mara, no Quênia. As planícies ecoam ao som dos cascos, durante esta migração anual. Mas o perigo está à espreita, ao longo do caminho. O percurso está repleto de animais predatórios como o leão, o chitá, a hiena e o leopardo. Os gnus também se arriscam ao atravessar o rio Mara, infestado de crocodilos. Como os gnus conseguem afastar os predadores?
Para confundir o inimigo, o gnu corre uma distância pequena, então dá meia-volta e encara o inimigo, sempre agitando a cabeça de um lado para outro. Ele salta de maneira esquisita, num show lúdicro. Até o pior predador se detém, surpreso com essa dança desajeitada. Se o predador insistir em se aproximar, o gnu repetirá a apresentação. Isso confunde tanto o intruso, que às vezes ele abandona a caçada depois do espetáculo. A dança deselegante concedeu ao gnu a distinção duvidosa de ser o palhaço das planícies.
Os “primos” menores do gnu, as impalas, são conhecidos por seus saltos gigantescos. Para muitos, esses saltos nas alturas podem ser sinônimo de graça e velocidade. Numa ocasião de perigo, porém, esse antílope usa suas técnicas de “vôo” nas alturas, dificultando as coisas para o predador que tenta agarrá-lo pelas pernas. Os saltos, que podem chegar a nove metros de distância, dão ao atacante uma mensagem clara: “Siga-me, se puder!” Poucos predadores têm vontade de fazer isso só para tentar capturar a impala que demonstra tanta má vontade.
Para confundir o inimigo, o gnu corre uma distância pequena, então dá meia-volta e encara o inimigo, sempre agitando a cabeça de um lado para outro. Ele salta de maneira esquisita, num show lúdicro. Até o pior predador se detém, surpreso com essa dança desajeitada. Se o predador insistir em se aproximar, o gnu repetirá a apresentação. Isso confunde tanto o intruso, que às vezes ele abandona a caçada depois do espetáculo. A dança deselegante concedeu ao gnu a distinção duvidosa de ser o palhaço das planícies.
Os “primos” menores do gnu, as impalas, são conhecidos por seus saltos gigantescos. Para muitos, esses saltos nas alturas podem ser sinônimo de graça e velocidade. Numa ocasião de perigo, porém, esse antílope usa suas técnicas de “vôo” nas alturas, dificultando as coisas para o predador que tenta agarrá-lo pelas pernas. Os saltos, que podem chegar a nove metros de distância, dão ao atacante uma mensagem clara: “Siga-me, se puder!” Poucos predadores têm vontade de fazer isso só para tentar capturar a impala que demonstra tanta má vontade.
A língua da selva — segredos da comunicação entre os animais
DO REDATOR DE DESPERTAI! NO QUÊNIA
A COMUNICAÇÃO é, sem dúvida, um dos dons mais preciosos dados ao homem. Por meio dela passamos informações vitais uns aos outros. A comunicação pode ser verbal ou não-verbal, como os gestos. A liberdade de expressão é, de fato, um assunto muito debatido em toda a Terra. Portanto, alguns presumiram que a comunicação é uma prerrogativa do homem.
Porém, as pesquisas mostram que os animais trocam informações de maneiras intrincadas, que geralmente deixam o homem perplexo. Sim, eles “falam”, não com palavras, mas com sinais visuais como abanar a cauda, contorcer uma orelha, ou bater as asas. Outras formas de comunicação envolvem a emissão de voz. Podemos citar como exemplos o latido, o rugido, o rosnado, o canto dos pássaros. Algumas formas de “linguagem” são óbvias para os humanos, mas outras requerem muito estudo científico para serem detectadas.
A COMUNICAÇÃO é, sem dúvida, um dos dons mais preciosos dados ao homem. Por meio dela passamos informações vitais uns aos outros. A comunicação pode ser verbal ou não-verbal, como os gestos. A liberdade de expressão é, de fato, um assunto muito debatido em toda a Terra. Portanto, alguns presumiram que a comunicação é uma prerrogativa do homem.
Porém, as pesquisas mostram que os animais trocam informações de maneiras intrincadas, que geralmente deixam o homem perplexo. Sim, eles “falam”, não com palavras, mas com sinais visuais como abanar a cauda, contorcer uma orelha, ou bater as asas. Outras formas de comunicação envolvem a emissão de voz. Podemos citar como exemplos o latido, o rugido, o rosnado, o canto dos pássaros. Algumas formas de “linguagem” são óbvias para os humanos, mas outras requerem muito estudo científico para serem detectadas.
Assinar:
Postagens (Atom)