sábado, 28 de agosto de 2010

Necessária a Razoabilidade

Mesmo as pessoas que apreciam muitíssimo os animais, em geral compreendem que é preciso ser razoável em relação a eles. Se tiver um bichinho de estimação, ou for obter um, não deve desperceber alguns fatores importantes com relação a apreciar os animais, em especial os animaizinhos.
O custo por certo é um fator. Em linguagem simples, um bichinho custa dinheiro. Naturalmente, também assistir a uma partida de futebol, ir ao teatro ou ter um passatempo, tal como pintar a óleo, também custa. O conceito razoável, então, é medir o prazer obtido com o custo. Disse a revista Time:
“Os estadunidenses gastaram US$ 2,5 bilhões (Cr$ 25 bilhões) num ano com comidas para animais, comercialmente preparadas, apenas para alimentar seus bichinhos — mais de seis vezes o que gastam com alimentos para bebês, e mais do que o suficiente para nutrir o terço da população do mundo que tem fome. . .. Para cada dólar gasto com comida para animais, os estadunidenses despendem pelo menos a mesma quantia com produtos e serviços para os animais.”
Muitos que obtêm um animalzinho não prevêem grandes despesas. Os custos, porém, sempre acham um jeito de aumentar. Talvez comidas especiais pareçam aconselháveis. O bichinho fica doente e exige tratamento. Licenças, ‘casinhas’, coleiras e coisas assim talvez sejam necessárias.
Quando seu marido morreu, a Sra. E. comprou um terrier Sealyham. Ficou muito apegada a ele. No fim do ano, contudo, calculou quanto lhe custara seu bichinho de estimação. Ela gradualmente viera a alimentá-lo com carne e comidas especiais — a US$ 547,50 num ano. Vacinas e remédios — US$ 50 “cuidados com pêlo e acessórios (aerossóis, coleiras, brinquedos e assim por diante) — US$ 29l, cuidados em canis quando viajava — US$ 126. Depois de fornecer tal exemplo, concluía certo livro sobre bichinhos:
“Quando a Sra. E. descobriu que tinha gasto num só ano, [US$ 1,014.50] com seu cachorro soma equivalente à renda anual dum trabalhador mirante na Califórnia, decidiu que havia algo de basicamente errado em tratar os animais, não importava quanto se gostasse deles, melhor do que as pessoas.”
Essa foi a sua conclusão. Outrem poderia concluir que os benefícios de ter um bichinho de estimação valem a pena. De qualquer forma, a pessoa deve pesar as despesas e usar de razoabilidade para decidir o que é melhor para ela. As prioridades diferem, bem como as circunstâncias. Certo africano disse:
“No clima econômico geral da África subdesenvolvida, é muito difícil que as pessoas entendam como os membros mais bem pagos da comunidade possam gastar tanto, se não mais, dinheiro para alimentar cães, gatos e cavalos, do que a pessoa mediana gasta para alimentar toda a sua família.”
Assim, em muitas partes da África, deixa-se que os cães andem à cata de comida. Destarte, até mesmo muitos cães que são usados para proteger a casa, são “tão dolorosamente magros que se pode contar suas costelas”.
Talvez ache que não gostaria que seu bichinho ficasse nessa condição. Daí, está preparado para agüentar o custo de mantê-lo bem alimentado e saudável? Cada vez mais pessoas que têm animaizinhos verificam que não conseguem cuidar deles devidamente. Assim, sociedades humanitárias recebem, para extermínio, muitos bichinhos magrelas. Outros os joguem nas ruas ou os abandonam num campo, muito embora não consigam sobreviver ali. Este, por certo, não é o meio de “apreciar” um animal.
A pessoa que tem um conceito razoável do apreço pelos animais também reconhece os perigos em potencial, assim como considera quaisquer perigos que possam estar incluídos num esporte ou em outra diversão. Por certo, ser mordido é provável perigo quanto a um bichinho. O Star de Toronto disse: “Dr. Bruce Feldman [especialista de animais] indica que, nos E. U. A., cerca de uma pessoa em cada 170 é mordida por cães, anualmente, ‘e pelo menos igual número de mordidas não é comunicado’. Aplicando tais estatísticas ao Canadá, é possível que até 100.000 canadenses tenham sofrido mordidas de animais” em 1974.
Mas, não são apenas os cães que apresentam tal perigo. O Dr. Harvey Rhein, anterior presidente duma associação veterinária, disse:
“A meu ver, nenhum animal selvagem serve como aceitável bichinho de estimação. Os macacos se aproximam demais ao homem; podem tanto pegar como transmitir doenças humanas. Oponho-me também a guaxinins, cangambás e esquilos. Apesar das afirmações de alguns, de que domesticaram tais animais, de que são adoráveis bichinhos de estimação, ainda permanece a questão de a raiva ser um vírus latente. Todos esses animais são mordedores, podem morder — terrivelmente.”
Além das mordidas, alguns médicos avisam-nos sobre doenças transmitidas por bichinhos. Certo artigo de jornal, intitulado “Desafiam aos Médicos Novas Doenças Transmitidas por Bichos”, alistava as doenças contraídas de tartarugas, hamsteres, gatos e cães. Várias destas doenças, que vão de gravidade em potencial de sintomas como de resfriados a infecções fatais, são espalhadas pela urina e pelas fezes dos animais. Comentava a revista Time:
“Cada dia, em toda a nação, os cães depositam calculadamente 4 milhões de toneladas de fezes e 42 milhões de quartas (quase um litro) de urina nas ruas e parques da cidade. . . . Mais de 100 infecções humanas, da difteria à tuberculose, podem ser contraídas de animais e transmitidas a seus donos. A evacuação dos cães é também rica em toxocara ( nematelmíntios ), que pode provocar a cegueira em crianças.”
Significa isso que deve temer ficar perto dos animais? Não, assim, como o perigo de ataque da parte de algum humano ou de se contrair uma doença de tal fonte não nos leva a evitar toda a companhia humana. Mas, estes fatores quanto aos animais de estimação devem ser considerados por uma pessoa ao determinar de que modos e até que ponto ele ou ela apreciará os animais.

Valor dos Animais

É muito natural que a maioria dos humanos ache os animais agradáveis e importantes, pois Deus os colocou na terra como parte valiosa de nossa ecologia terrestre. Sabia que o homem se beneficiaria tanto de os animais “selváticos” como de os “domésticos” partilharem o nosso globo. (Gên. 1:24) Por exemplo, qual de nós não se beneficiou das roupas confortáveis e duráveis feitas de lã? E não poderia isso ter-se dado até mesmo com a família de Adão, visto que seu filho Abel era “pastor de ovelhas”? — Gên. 4:2.
Os animais, porém, especialmente os de estimação, não raro são valiosos de outros modos. Podem proteger a propriedade ou a vida duma pessoa. Imagine só quantas pessoas foram protegidas de assaltos ou agressões por andarem com um cão leal que ladra e defende seu dono! Uma senhora, numa parte bonita de Brooklyn, disse, com um sorriso compreensivo que, embora muitas casas vizinhas tivessem sido roubadas, a dela não fora. Sua família possuía grande dinamarquês de 45 quilos, cujo “rosnado” faria com que qualquer pretenso ladrão pensasse duas vezes — ou talvez três ou quatro vezes, antes de agir! Ainda assim, esse dinamarquês, branco e com manchas pretas, é tão manso e carinhoso para com a família e seus amigos que eles realmente gostam dele.
Se ‘for pai, talvez tenha um animal em casa porque acha que um bichinho pode ser parte importante da vida duma criança. Neste respeito, afirma a Encyclopædia Britânica:
“Ter bichinhos de estimação oferece a oportunidade de ensinar aos filhos a íntima dependência entre o privilégio e a responsabilidade, e também algo sobre o sexo; o processo de acasalamento logo é observado, seguido por assuntos tais como período de gestação e os problemas variados que estão envolvidos no nascimento e cuidado dos filhotes.”
Se decidir ter um bichinho para o bem de seus filhos, para que eles se beneficiem cabalmente é necessário que sejam treinados quanto à responsabilidade envolvida. Mostraria profundo interesse nos seus filhos ou num bichinho de estimação se permitisse que fosse negligenciado, uma vez que desvanecesse o entusiasmo inicial por ele, ou uma vez que não fosse mais “acariciável”? Se ensinar seus filhos a participar em limpar, alimentar, exercitar e disciplinar o animalzinho, não o fazendo você mesmo, estará ajudando-os. E todos apreciarão mais o bichinho.
Cuidar dum bichinho, bem como tê-lo por companhia, tem ajudado a muitas crianças retardadas e a jovens com problemas emocionais. Um motivo é que talvez reajam quando se conscientizarem de que uma parte da criação viva de Deus depende deles. Também, um animalzinho talvez os ajude a relacionar-se com o “mundo exterior”. Um funcionário duma instituição de psicologia em Londres falou dum rapaz perturbado que tinha problemas de comunicação e medo obsessivo da sujeira. A medida que o garoto se interessou em Daisy, uma cadelinha, ele começou a se comunicar melhor, falando com seus pais sobre a cadelinha. Quando Daisy teve cinco cachorrinhos, e ele pôde ajudar a cuidar deles, ele superou sua obsessão quanto à limpeza.
Mas, naturalmente, a pessoa não tem de ter problemas emocionais para apreciar a companhia dum bichinho. Já se sentou tranqüilamente numa poltrona, acariciando ternamente um gato que ronronava? Já ouviu o canto melódico dum canário de estimação, ou foi bem recebido de volta ao lar pelos latidos felizes de seu. cão? Nesse caso sabe que os animais nos podem dar muito prazer.

Bichinhos em Abundância

A menos que more numa fazenda, sua satisfação com os animais talvez se limite principalmente a cães, gatos, pequenos, pássaros ou peixes. Todavia, há pessoas que têm tartarugas, hamsteres ou certos insetos como bichinhos de estimação, tais como moscas ou baratas. Realmente, a lista de bichinhos de estimação é ampla. As crianças japonesas não raro domesticam camundongos. Alguns australianos têm cangurus como bichinhos de estimação. Daí, o que dizer de mangustos, rãs, macacos e lontras? E, incrível como pareça, cerca de 10.000 estadunidenses possuem grandes felinos, tais como leões e leopardos, como bichinhos de estimação!
Certo livro informava recentemente que havia oito milhões de cães e gatos na Alemanha Ocidental, e cerca de 16,5 milhões em França. O Times de Londres (9 de set. de 1967) disse que, em um só ano, os ingleses gastaram 95.555.304 libras em comida para mais de 5 milhões de cães, 4,5 milhões de gatos e 3,5 milhões de aves, peixes e outros bichinhos. Quanto aos Estados Unidos, a revista Time declarou:
“Atualmente os E. U. A. atravessam o que só pode ser descrito como explosão animalthusiana. . . . Os cerca de 100 milhões de cães e gatos nos E. U. A. se reproduzem à taxa de 3.000 por hora versus] os 415 bebês humanos que nascem a cada 60 minutos. Calculadamente 60% das 70 milhões de famílias estadunidenses possuem bichinhos de estimação.”
Se o leitor, também, aprecia os animais — quer tenha quer não um animal de estimação — talvez já tenha pensado nos vários benefícios dos animais.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Treine o cão

Sempre elogie seu cão e seja positivo. Punições e palavras ásperas não acelerarão o aprendizado, mas terão o efeito contrário. É bom que o cão aprenda a vir quando é chamado e a obedecer comandos básicos como “sente!” O animal aprende a ser submisso diante do dono, o que facilita controlá-lo numa situação difícil. É melhor usar sempre as mesmas palavras e frases simples. Quando o cachorro faz a tarefa desejada, recompense-o imediatamente com um elogio, um afago ou um petisco. Para que a recompensa tenha o efeito desejado, é preciso que seja dada imediatamente depois da ação. Outro elemento importante é a repetição até que o comportamento se tenha fixado firmemente.

Se adquirir um cão, um filhote ou um animal mais velho, talvez seja preciso ajudá-lo a se acostumar com crianças. As crianças agem de modo diferente dos adultos. São mais barulhentas e mais impulsivas, e podem correr até o cachorro, assustando-o. É bom acostumar seu animal de estimação a esse comportamento imprevisível. Quando as crianças não estiverem por perto, acostume-o com barulhos súbitos. Transforme o treinamento em brincadeira. Grite uma ordem e corra na direção dele. Daí, recompense o cão imediatamente. Grite cada vez mais alto. Brinque com o animal. Logo ele estará gostando dessa brincadeira.

Crianças pequenas gostam de abraçar cachorros, mas devem ser ensinadas a não fazer isso, visto que alguns cães se sentem ameaçados com esse contato achegado. Caso seus filhos gostem de abraçar seu cão, treine-o para aceitar isso. Abrace-o por períodos curtos, e depois dê-lhe um petisco e um elogio. Gradativamente aumente a duração do abraço. Se o animal rosnar ou arreganhar os dentes, procure a ajuda dum treinador habilitado.

Treine a criança

Muitos treinadores de cachorros ressaltam que não se deve deixar juntos crianças pequenas e cães, sem a supervisão de um adulto. Crianças pequenas não sabem tratar os animais. Têm de ser ensinadas. Assim, muitas pessoas seguem a regra de que, se um adulto responsável não pode estar por perto, deve-se manter cães e crianças em lugares separados. O treinador Brian Kilcommons observa o seguinte no livro Childproofing Your Dog: “Os relatos que temos ouvido indicam que a maioria dos problemas ocorre quando os adultos estão prestando atenção a outra coisa.”

Com freqüência, os animais precisam ser protegidos das crianças. Kilcommons foi chamado quando o cachorro de certa família ameaçou morder uma criança. O pai, confuso, explicou que seu filho de dois anos e meio correu até o cachorro, que estava dormindo, e deu-lhe um pontapé forte. O cão, obviamente sentindo dor, reagiu ameaçando atacar a criança. Felizmente, o cão se controlou e não mordeu a criança. O treinador aconselha os pais: “Não permitam que seu filho faça a um cachorro aquilo que não permitiriam que ele fizesse a outra criança.”

Ensine seu filho a tratar os animais de forma bondosa. Ensine-o a nunca implicar com um cão. Os pais precisam estar alertas para detectar quaisquer perigos em potencial quando crianças e cães estão juntos. Se perceber que o cachorro está tentando escapar ou se esconder da criança, faça com que ela pare de persegui-lo. Se ela for atrás do cachorro e o encurralar, a única defesa dele será latir, rosnar ou mesmo morder. Os pais devem ser coerentes em aplicar disciplina, de modo que tanto o cão como a criança saibam que os pais não estão brincando.

Não despreze o cão. Quando um casal que possui um cão tem seu primeiro filho, a tendência pode ser ignorar o animal e enxotá-lo para o quintal. Embora seja sensato tomar precauções, o treinador Richard Stubbs aconselha: “Não se deve desprezar o cachorro. Em vez disso, mantenha a rotina dele na medida do possível, e dê-lhe uma atenção razoável.”

Pense em como seu filho reagirá diante de um cão estranho. Se vir um estranho passeando pela rua com um cão, o que ele fará? Correrá impulsivamente para acariciar o cachorro? Ensine-o a não fazer isso. Primeiro é preciso obter a permissão do dono. Daí, se esse concordar, a criança pode andar vagarosamente em direção ao cachorro, para não assustá-lo, parar um pouquinho longe e falar calmamente com o cão. Se o animal for manso, se aproximará da criança. É melhor não mexer com cães que andam desacompanhados pela rua.

As crianças estão seguras com seu cão?

DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NA ÁFRICA DO SUL

SYDNEY, de dois anos, passou perto demais dum rottweiler agressivo que estava amarrado. O cão atacou, machucou o couro cabeludo de Sydney e quase decepou sua orelha esquerda. Ele precisará de diversos enxertos de pele.

Visto que mais pessoas têm adquirido cães de guarda, mais se ouve falar em ataques de cães a crianças. Algumas raças que se relata terem mordido crianças são rottweiler, doberman, bullmastiff, alsaciano (pastor alemão) e bullterrier. Uma pesquisa realizada na África do Sul revelou, entre os casos examinados, que a maioria das crianças havia sido atacada por cães que elas conheciam. Quase metade delas foi vítima de cachorros de vizinhos e um quarto foi mordido pelo seu próprio cão. Cachorros perdidos foram responsáveis por apenas 10% dos ataques. Com freqüência, as vítimas provocaram o cachorro de alguma maneira, talvez sem se aperceberem disso. É óbvio que muitos ataques de cães podem ser evitados se os donos dos animais e os pais tomarem algumas precauções básicas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Dilema da “Inteligência”

‘Surpreendente’, declara o cientista que estuda sua anatomia. Mas, se ele for proponente da evolução, D. Aranha também lhe apresenta grave dilema.

Como é que este diminuto animal (ela não é inseto, que só tem seis patas, em comparação com as oito da aranha) “descobriu” e “evoluiu” glândulas oleosas em seus “pés”, impedindo que ficasse grudada com sua própria cola? Quem lhe ensinou engenharia e geometria?

‘O instinto’, talvez alguém diga. Na verdade, a habilidade de tecer teias é instintiva, pois muitas aranhazinhas tecem “perfeitas miniaturas, não maiores do que um selo do correio”. Mas, ainda nos confronta o dilema de como tal criaturinha “desenvolveu” tal ampla gama de instruções.

‘Bem, ela os desenvolveu através dos séculos’, replica o evolucionista. Mas, um deles observa honestamente: “Não há nenhuma base científica para se supor que os hábitos das aranhas em geral tenham mudado grandemente.” Assim, junto com cada descoberta sobre ela, apresenta-se a questão: Por que demonstra uma “inteligência” não encontrada em criaturas muito maiores, e chamadas “mais desenvolvidas”?

Para outras pessoas não existe dilema algum. Aceitam a resposta concisa encontrada na Bíblia, em Gênesis 1:25: “E Deus passou a fazer . . . todo animal movente do solo segundo a sua espécie.”

Assim, em última análise, precisará fazer uma decisão. Da próxima vez que vir a diáfana teia de D. Aranha, pergunte a si mesmo: Que Arquiteto Magistral lhe ensinou a tecer?

Seu “Equipamento de Fiação”

Ao passo que todas as aranhas possuem glândulas ou “fábricas” de seda, algumas têm maior número do que outras. Dentre os possíveis sete tipos diferentes, a maioria das aranhas têm de três a cinco tipos. Cada uma produz uma seda diferente. Mas, como é que D. Aranha controla e maneja tais sedas?

Bem, debaixo de seu abdômen há usualmente seus órgãos tubulares chamados fiandeiras. É deles que vários tipos de seda são ejetados. No entanto, não é como se ela simplesmente tivesse seis esguichos móveis.

Cada fiandeira é pequeno apêndice composto de mais de cem diminutos tubinhos — cada tubinho capaz de ser individualmente controlado! Comentando a respeito dos fios produzidos por este “equipamento” intricado, diz certo naturalista: “A máquina de fiação da aranha é muito superior à inventada pelo homem para lançar cabos de pontes, pois a aranha pode variar o tamanho e a força de seu cabo à vontade, simplesmente por espalhar as [fiandeiras] ou colocá-las juntas.”

Aranea Tece Sua Teia

Primeiro de tudo, terá de observar de perto, pois ela se movimenta rápida e decisivamente. Sua primeira consecução tem de ser a de garantir o fio principal ou “fio de ponte” a partir do qual elaborará os fios suspensores de sua teia.

Talvez se admire de sua escolha do local — bem em cima dum riacho! Por que não escolher um lugar mais fácil? Pelo que parece, porém, ela conhece o valor de fixar sua rede sobre uma “rota aérea dos insetos”.

Como conseguirá fazer o fio atravessar o riacho? Está vendo-a empoleirada sobre aquele raminho e erguendo seu ventre no ar? Está lançando um fio de seda, que a brisa erguerá como um papagaio, ao continuar a “dar mais linha”. Segurando o fio pela garra de uma pata, ela sente quando toca em algo no outro lado da corrente. Atingido seu objetivo, ela puxa a parte frouxa do fio e assim obtém sua corda estirada sobre a água.

Partindo deste fio de ponte, quão rápido coloca os fios suspensores, formando um retângulo (outros apoios mais tarde esticarão isto num formato multilateral)! Agora, observe como ela vai ao centro do fio superior deste retângulo e, presa a um fio de seda, lança-se através do ar até o meio do fio inferior.

Dividido ao meio o retângulo, ela vai ao centro desta linha divisória e liga outro fio. ‘Como é que ela encontra o meio sem uma fita métrica?’ talvez pergunte. Essa é uma boa pergunta, mas ninguém conseguiu achar a resposta!

De qualquer modo, deste ponto médio, a Aranea vai soltando seu fio e sobe para o fio suspensor superior. Percorrendo este fio por breve distância a partir de seu ponto central, ela pára e prende o novo cabo. (Veja o Diagrama N.° 1.) O Primeiro “raio” duma roda geométrica acaba de ser formado.

Para cada raio, ela retorna ao ponto central ou calota e solta um fio por andar pela teia recém-formada. Observe que esta pequena engenheira coloca um raio do lado direito e então o próximo do lado esquerdo — alternando-se para manter a tensão equilibrada até que todos os raios estejam colocados! Todos os vinte e cinco (ou mais) são maravilhosamente eqüidistantes, quando se considera a velocidade e as condições de trabalho.

Depois de fortalecer o centro com fios espirais, D. Aranha parece então perder interesse. Começando perto do centro, ela deposita uma espiral bruta, bem espacejada, através dos raios. Artesanato descuidado? Não, pois esta espiral é simples “andaime” — um tablado do qual fazer o difícil trabalho de acabamento. A Aranha desmontará este andaime à medida que cada parte dele não seja mais necessária.

Agora, partindo de um ponto próximo à beirada do retângulo, ela trabalha em espiral em direção ao centro. Para esta tecedura circular, ela passou para uma seda elástica, revestida de cola. Durante anos, esta tecedura pegajosa deixou atônitos os naturalistas. Por quê? Porque cada segmento possui gotículas de cola exatamente eqüidistantes umas das outras.

Como poderia esta criaturinha medi-las tão precisamente? Daí, por fim, descobriu-se o segredo. Depois de D. Aranha ter lançado seu fio besuntado de cola entre dois raios, ela o dedilha ou “tange” como uma corda de violino. A vibração separa a cola em gotículas eqüidistantes!

Assim a Aranea se move lentamente de raio em raio, em círculos concêntricos, atando, passando cola e tangendo cerca de 13.000 destes curtos fios pegajosos. Por fim, depois de alguns toques finais fica pronta para o último passo: instalar o serviço “telefônico”.

Ela então estica sedoso “fio telefônico” de sua teia até seu esconderijo — amiúde sob uma folha próxima. Visto que Aranea não consegue ver muito bem, depende muitíssimo de seu excepcional sentido de tato. Quando um inseto voa para dentro da teia e fica preso ali, ao debater-se ele envia vibrações pelo “fio telefônico”, informando D. Aranha de que sua “mercearia” acaba de ser suprida.

Com efeito, visto que tais vibrações são o sinal para as refeições, quando o Sr. Aranha vem cortejar, sabiamente toca pequena “melodia” na beira da teia. Esta “serenata” impede que sua amada, de vista curta, salte sobre ele!

Ao considerar a engenharia e o artesanato da Aranea, talvez ache difícil de crer que foi necessária menos de uma hora para a inteira operação. Pode imaginar qualquer homem ser capaz de lançar e montar uma rede sobre amplo rio em uma só hora — fabricando sua própria corda, cola e sistema “telefônico” ao mesmo tempo?

Ainda mais surpreendente é que a Aranea não se incomodará em consertar as coisas quando os insetos despedaçam sua rede. Ela remove toda a teia de sua armação e fabrica uma nova! Comumente, ela faz isso a cada vinte e quatro horas. Como consegue continuar fazendo isso? De onde vem toda aquela seda?

Formas das Teias

À primeira vista, muitas teias de aranha pareceriam pouco mais do que um emaranhado de fios finos. Mas, um exame mais detido amiúde revelará grande engenhosidade.

Exemplificando: D. Aranha-de-Jardim (ela é sempre Dona, visto que os machos não tecem teias) estira muitos “fios de retenção” num padrão cruzado. Abaixo deles, constrói compacta rede sedosa. Os insetos que voam batem nos “fios” e caem na rede embaixo.

Outras constroem uma rede em forma de arco e ainda outras uma cúpula arredondada em que a aranha se acoita. Os insetos capturados são puxados através dessas redes. Então, D. Aranha — amiúde mui asseada dona-de-casa — conserta sua sedosa “toalha de mesa”.

Mas, nem todas as teias são armadilhas imóveis. Certa aranha realmente modela um laço. Esta teia pequena e elástica é retesada entre os ramos de uma sempre-verde e mantida em seu lugar pela “vaqueira” até que algum mosquito insuspeito bata nela. Catapum! Ela dá um pouco de folga a seu fio e a teia é impulsionada para a frente, enredando o intruso! Com uma série de tais movimentos abocanhadores, o mosquito fica inteiramente encurralado.

Ao passo que nem todas as variedades de aranhas constroem teias, tais arquitetas são numerosas entre as mais de 29.000 espécies conhecidas. Todavia, dentre todas elas, uma “família” é considerada distinta, as artistas por excelência. São as fiandeiras da tela em roseta (ou redonda). Estas, segundo certa autoridade, “constroem a mais bela e complicada de todas as teias”.

Gostaria de observar uma fiandeira e ver como ela tece sua teia em roseta? Observemos a Aranea, a “rainha das aranhas-arquitetas” ao iniciar vigorosamente seu próximo projeto.

D. aranha tece sua teia

A BELEZA está nos olhos de quem a vê, diz-se. Isso bem pode ser declarado sobre D. Aranha.

Usualmente, quando acontece de ela entrar em contato com um daqueles gigantes da terra — o Homem ou a Mulher — ela é saudada com chutes, vassouradas e objetos voadores. Sua arte, uma das maravilhas do “mundo das coisas pequenas”, é chamada de teia e eliminada pela vassoura.

Naturalmente, alguns humanos deveras falam da beleza de uma teia de aranha coberta de orvalho ao amanhecer. E alguns realmente sabem que D. Aranha é, normalmente, amiga do gênero humano, ajudando a controlar o número de insetos e, em geral, empenha-se em ficar longe do caminho do homem.

Mas, se mais pessoas soubessem de sua habilidade arquitetônica, não poderiam ainda outros mudar de idéia? Apesar de suas oito patas peludas e seu figurino de matrona, não poderiam chegar a reconhecer a beleza de sua arte? Considere apenas algumas das formas desenvolvidas por algumas destas arquitetas.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Triste História de Sheena

Não foi nada animador, mais adiante, quando vimos outra leoa-da-montanha.

“Eis aqui uma triste história”, começou Martine. “O homem tinha um apartamento elegante — móveis em estilo Luís XVI, candelabros, sofás de seda branca, antigüidades, etc. Ele visualizou outra peça de ‘mobília’ — um elegante animal andando por entre toda essa opulência. Adquiriu uma filhote de leão-da-montanha. No entanto, ele não era capaz de entender a leão-da-montanha. O animal começou a fazer coisas comuns a tais filhotes. De modo que ele removeu as garras dela. Ela cresceu, mas ainda não se comportava conforme ele queria. As presas dela desapareceram a seguir. Isso não bastou, de modo que todos os seus dentes foram arrancados. Ele ainda não estava satisfeito, de modo que ela está aqui.”

Martine inclinou-se perto da jaula e disse brandamente: “Olá, Sheena.” O grande felino fitou-a desconsoladoramente, mas, com insistência, Sheena abriu bem a boca. Só gengivas, nem sequer um dente! Ao lado estava uma panela com mingau. “Preparamos a comida especial dela”, explicou Martine.

Ao deixarmos Sheena, Martine disse-nos espontaneamente: “Poucas pessoas sabem cuidar de animais de estimação selvagens. A maioria que os tem deixa a desejar. Não devido à crueldade deliberada, mas por ignorância, ou falta de cuidado, ou manias para satisfazer o orgulho pessoal, ou seja lá o que for.”

“Muitos”, disse eu, “são atraídos a tais magníficos e grandes felinos, ansiando tê-los como animais de estimação para acariciá-los. Compreendo o sentimento. Compartilho isso. Mas leões não são bichinhos de estimação. Destinam-se à vida nas selvas, não a salas de estar. Alguns, como aquele homem que mutilou Sheena, querem satisfazer seu próprio ego, e usam o animal para projetar uma imagem de masculinidade.”

Visitamos os lobos.

“Estes dois vieram de um zoológico. Aquele é de um parque cujo proprietário foi assassinado. Este encontramos acorrentado no quintal de alguém que morava no norte.” Enquanto falava, Martine interrompia a si mesma para cumprimentar a cada um dos lobos e obter uma reação deles.

“Os lobos são muito incompreendidos. Os que os possuem fazem toda sorte de coisas erradas, violam o comportamento social do animal, interferem com a alimentação ou com seu parceiro. Ele reage, acaba mordendo alguém.” Após uma pausa, continuou: “Sinto pena dos lobos. São muito exuberantes, são corredores, devoram quilômetros. Estas pistas de uns 12 metros não representam nada para eles. Nosso próximo projeto, esperamos, será colocá-los num cercado de uns 4.000 m2.”

Ajuda a animais maltratados pelo homem

Por um membro da redação

ALGUNS deles são ex-animais de estimação. Outros foram maltratados, arrancados de seus pais ou feridos. Ainda outros foram confiscados pelas autoridades municipais, estaduais ou federais. Nem todos são nativos dos Estados Unidos; muitos são exóticos animais carentes. Alguns tiveram suas garras e dentes arrancados, foram castrados ou mutilados pela desnutrição ou pela crueldade de anteriores donos. Todos eles encontraram abrigo e ajuda no Wildlife Waystation (posto de assistência à vida animal). Seu orgulho é: “O Wildlife Waystation nunca rejeitou um animal carente!”

Minha visita ali em agosto de 1981 convenceu-me de que seu orgulho é justificado.

Após termos subido de carro vários quilômetros no canyon Little Tujunga nos montes San Gabriel, ao norte de Los Angeles, E.U.A., eu e um fotógrafo chegamos a esse cercado animal de uns 65 hectares. Fomos recepcionados por uma jovem bronzeada e saudável — Martine Colette, fundadora e presidente dessa entidade de assistência a animais, não-lucrativa e isenta de impostos. (Os visitantes são recebidos apenas por acordo de antemão.) Com amabilidade, competência e desembaraço, ela guiou-nos em nossa excursão pelo Wildlife Waystation.

“Este é Cowboy (vaqueiro)”, disse Martine, ao pararmos na primeira jaula. Nela estava um grande e bonito leão-da-montanha (puma).

“Este animal tinha seis meses quando foi encontrado numa loja de animais, mal nutrido e com dentes estragados — felizmente era sua primeira dentição. Agora está em perfeitas condições e mentalmente bem-disposto.”

“Mas esse nome, Cowboy?”, perguntei, hesitando.

Ela riu. “Quando ele era pequeno eu o deixava solto com os cavalos. Ele gostava de correr atrás deles. Naquele tempo os cavalos não se importavam com isso. Agora não iriam mais gostar disso.”

É errado ser cruel com os animais?

NUMA rinha da América Central, todos os olhos estão mirados em dois galos, um vermelho e um branco. A multidão delira quando o galo vermelho, com uma lâmina afiadíssima presa ao pé, acerta um golpe no galo branco. O juiz ergue os dois galos. O branco esmorece e morre, sangrando. A briga de galo terminou.

No sul das Filipinas, dois garanhões são lançados um contra o outro. Os espectadores assistem ao espetáculo horripilante, à medida que os cavalos são mordidos nas orelhas, no pescoço, no focinho e em outras partes do corpo. Embora ambos talvez saiam vivos do ringue, pelo menos um deles possivelmente sairá mutilado ou cego, ou tão ferido que venha a morrer mais tarde.

Dois cachorros na Rússia se atacam. Pouco depois, com olhos vazados e orelhas retalhadas, eles vagam por aí com patas mutiladas e sangue escorrendo de carne dilacerada.

Há séculos, o homem lança animal contra animal em nome do esporte, muitas vezes impelido pela jogatina. Acrescente-se à lista as touradas, a caça à raposa e até briga de aranha. Além disso, muitos animais sofrem em nome da ciência. E um incontável número de animais sofre por negligência, intencional ou não, de seus donos.

Alguns países têm leis que regulam o tratamento de animais e proíbem atos cruéis. Já em 1641, a Colônia da Baía de Massachusetts elaborou “O Código de Liberdades”, que dizia: “Nenhum homem deve exercer tirania ou crueldade contra quaisquer das criaturas brutas [animais], que, em geral, são criadas para uso do homem.” Desde então fizeram-se leis e formaram-se sociedades em defesa dos animais e contra a crueldade.

Mesmo assim, muitos promotores das acima mencionadas brigas por esporte não se consideram cruéis com os animais. Alguns afirmam amar os animais cujo sofrimento e morte brutalmente provocam. Amantes da briga de galo dizem que as suas aves vivem mais tempo do que as demais da espécie, destinadas à panela. Que grande consolo!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Reputação Imerecida

Parece que, na maior parte, as cobras têm uma reputação imerecida. O herpetólogo (estudioso dos répteis) Sam Telford se acha entre os que crêem nisto. Afirma: “Têm uma reputação que não merecem; só porque algumas são perigosas, todas foram difamadas.”

Realmente, as cobras servem para finalidades úteis, conforme indica Telford. São importantes no controle dos ratos, camundongos e outros roedores que se multiplicam em taxas rápidas e podem causar grandes danos às colheitas. Portanto, muitos agricultores consideram a cobra como sua amiga, como colaboradora em seus esforços agrícolas.

Mas as cobras servem ao homem de maneira bem diferente, também. Willie K. Friar, escrevendo no Panama Canal Review, de fevereiro de 1970, comenta: “A jibóia, que alguns se referem como um ‘bom naco de carne’, é parte regular do cardápio servido aos estudantes da Escola de Sobrevivência Tropical da Força Aérea na Zona do Canal.”

Embora algumas cobras sejam perigosas e certamente devem ser tratadas com respeito, a maioria é útil ao homem. São amigas, não inimigas.

Estórias de Cobra

É bem óbvio que alguns tipos de cobras podem ser perigosos. A venenosíssima naja, por exemplo, segundo é relatado, é responsável por umas 10.000 mortes por ano só na Índia. Durante o acasalamento, a naja pode ser agressiva, e há estórias de terem perseguido humanos numa caçada de vida ou morte.

O pitão é outra cobra famosa, cuja própria menção já causa medo em certas pessoas. Pode ser tremenda em tamanho. Um pitão asiático chegou a medir dez metros de comprimento! O pitão mata por constringir ou espremer sua presa até sufocá-la. Mas, há poucos relatos autenticados de tais cobras atacaram e devorarem humanos. Em certo caso, porém, um rapazote de quatorze anos nas Índias Orientais foi pego e devorado por um pitão. Alguns dias depois, a grande cobra foi capturada e morta, recuperando-se o corpo do rapaz.

A maior cobra viva é a sucuri sul-americana, que também mata suas vítimas por esmagá-las. Tem havido estórias do Brasil, desde tempos remotos, sobre o grande tamanho e a grande força da sucuri. Há alguns anos, um fotógrafo no Brasil distribuiu um cartão postal de uma sucuri gigantesca, supostamente de 40 metros. E em 1948 uma reportagem jornalística falava de uma cobra de uns 48 metros de comprimento que foi morta por um destacamento do exército brasileiro. Têm as cobras realmente tal comprimento? As afirmações não foram comprovadas. Há relatos fidedignos, porém, de sucuris de onze metros, que são deveras grandes! A jibóia, que se encontra no Panamá, pode atingir um comprimento de quase cinco metros, estando logo abaixo da sucuri e do pitão em tamanho.

Cobras — amigas ou inimigas?

Do correspondente de “Despertai” no Panamá

AQUI no Panamá encontramos ampla variedade de cobras. Ela mais de 125 tipos diferentes, mas destes apenas vinte e um são venenosos. E as variedades não-venenosas são muito mais populosas do que as venenosas. Vários missionários das testemunhas de Jeová tiveram encontros interessantes com elas. Um deles, que vive numa cidade do interior do país, relata:

“Certo dia encontramos a muda de pele de uma jibóia em nossa casa. Ficamos bastante perturbados. Quando mais tarde encontramos a dona da pele, ficamos ainda mais perturbados. Pois compreendemos que evidentemente havia estado na casa já por algum tempo, alimentando-se de insetos que habitam nosso telhado, sem mesmo nos deixar saber que estava por perto.”

Outro missionário conta: “Notei por diversas noites sucessivas que havia algo nas molas de minha cama. Podia sentir e ouvir movimentos brandos durante a noite, mas não podia ver nada. Visto que dormia sob um mosquiteiro, sentia-me bem seguro contra camundongos ou até ratos, mas imagine meu horror quando decidi investigar e descobri uma venenosa cobra-coral vivendo entre as molas!”

Sim, uma reação comum ao se encontrar uma cobra é a de terror. Reage assim? Tem justificativa para isso? São as cobras realmente inimigos perigosos dos humanos? Ou servem para fins úteis?