terça-feira, 15 de junho de 2010

O feito de engenharia do urso polar

O URSO polar, segundo certos cientistas, poderia ensinar muito à humanidade sobre a utilização da energia solar. O físico Richard E. Grojean ficou intrigado com essa idéia em meados dos anos 70, depois que se fez uma interessante descoberta sobre os animais brancos das regiões árticas.

Recenseadores da vida selvagem canadense descobriram que não podiam simplesmente tirar fotos aéreas convencionais dessas criaturas, visto que se confundem com a paisagem branca. Filmes infravermelhos, geralmente ideais para fotografar animais de sangue quente, também fracassaram. Os animais eram simplesmente insulados demais para desprender suficiente calor para o filme detectar. Todavia, quando se usaram filmes ultravioletas, focas brancas e ursos polares apareceram como objetos nitidamente pretos em contraste com o fundo branco. “Ao passo que a neve refletia os raios ultravioletas, os animais os absorviam”, noticia o jornal The Toronto Star.

Por quê? De acordo com o físico Grojean e Gregory Kowalski, professor adjunto de engenharia mecânica, a resposta reside na pelagem do urso. Quanto à invisível extremidade ultravioleta do espectro, os pêlos absorvem 90 por cento da luz ultravioleta e a transmitem para a pele negra abaixo, aquecendo assim o urso. Nas regiões árticas, onde a temperatura com freqüência cai a 29 graus centígrados negativos, a capacidade da pelagem de manter seu dono aquecido é notável. Os coletores solares comuns de telhado, em comparação, são muito menos eficientes. De fato, Kowalski calcula que a eficácia dos painéis solares poderia aumentar em 50 por cento por se aplicar os princípios do revestimento de pêlos do urso.

Quanto à parte visível do espectro, os pêlos do revestimento de pêlos comportam-se de forma justamente oposta; refletem 90 por cento da luz. Isto dá ao urso sua deslumbrante aparência branca, embora os próprios pêlos individuais não sejam realmente brancos, mas transparentes e sem pigmentos. A brancura do revestimento habilita o urso a caçar sem ser visto na paisagem ártica coberta de neve. Alguns observadores chegaram a ver ursos polares cobrirem seu nariz preto ao se aproximarem de sua presa, como se estivessem cônscios da necessidade de se confundir com a neve.

A pelagem do urso polar preenche perfeitamente duas necessidades importantes do animal: parecer branco e ficar aquecido. Pouco é de admirar, pois, que o físico Grojean elogiasse a pelagem como “fantástico feito de engenharia”. Resumindo, esta criatura ímpar e magnífica comprova a sabedoria do seu Criador.

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