terça-feira, 1 de junho de 2010

Predadores!

Estamos em meados de julho. No imenso Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia, milhares e milhares de gnus estão indo para o norte em busca de pastagens mais verdejantes na Reserva de Caça Masai Mara, no Quênia. As planícies ecoam ao som dos cascos, durante esta migração anual. Mas o perigo está à espreita, ao longo do caminho. O percurso está repleto de animais predatórios como o leão, o chitá, a hiena e o leopardo. Os gnus também se arriscam ao atravessar o rio Mara, infestado de crocodilos. Como os gnus conseguem afastar os predadores?

Para confundir o inimigo, o gnu corre uma distância pequena, então dá meia-volta e encara o inimigo, sempre agitando a cabeça de um lado para outro. Ele salta de maneira esquisita, num show lúdicro. Até o pior predador se detém, surpreso com essa dança desajeitada. Se o predador insistir em se aproximar, o gnu repetirá a apresentação. Isso confunde tanto o intruso, que às vezes ele abandona a caçada depois do espetáculo. A dança deselegante concedeu ao gnu a distinção duvidosa de ser o palhaço das planícies.

Os “primos” menores do gnu, as impalas, são conhecidos por seus saltos gigantescos. Para muitos, esses saltos nas alturas podem ser sinônimo de graça e velocidade. Numa ocasião de perigo, porém, esse antílope usa suas técnicas de “vôo” nas alturas, dificultando as coisas para o predador que tenta agarrá-lo pelas pernas. Os saltos, que podem chegar a nove metros de distância, dão ao atacante uma mensagem clara: “Siga-me, se puder!” Poucos predadores têm vontade de fazer isso só para tentar capturar a impala que demonstra tanta má vontade.

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