sexta-feira, 21 de maio de 2010

Que dizer da correção, quando necessária?

“Uma combinação de correção e recompensa é mais eficaz do que apenas a correção. O cão está sendo elogiado pelo bom comportamento, e, ao mesmo tempo, está sendo corrigido pelo mau comportamento. Quando digo corrigido, não quero dizer bater nele. Trata-se duma reprimenda verbal, tal como ‘Não! Cachorro mau!’. Ele sente a sua desaprovação pelo tom de sua voz. Reforce o bom comportamento por recompensas — não por guloseimas, mas por elogios, acompanhados de afagos aprovadores. Isso funciona melhor do que ‘broncas’. E não use o nome de seu cão quando o disciplina — você está punindo o comportamento dele, e não a ele.”

Retornemos, agora, às perguntas suscitadas no início deste artigo. O cruzamento deveras influi na disposição dos cães, e predetermina a agressividade e a mansidão deles. Mas o ambiente também desempenha um grande papel. O tratamento brando reduz a agressividade e reforça a mansidão. O tratamento duro aumenta a agressividade natural, e rompe o espírito de um cão de disposição mansa. A mesma raça pode ser criada e treinada para conduzir cegos ou para atacar um intruso. Uma combinação da natureza e da criação entra em operação. Mas a natureza básica do cão sempre está presente e, sob certas condições, poderá vir à tona. Uma situação estressante pode fazer com que uma disposição agressiva aflore de modo impredizível, ou fazer com que um cão extraordinariamente manso ceda, quando deveria estar protegendo a família.

Uma palavra final sobre os horrores das brigas de cães: Um fanático por brigas de cães disse a respeito de seus buldogues, que “a briga era o próprio fôlego de vida para eles”. Deu a entender que permitir-lhes brigar não era algo cruel, mas misericordioso. Eles morriam felizes, realizados, fazendo aquilo para o qual foram criados e treinados, afirmou. Em harmonia com este sentimento estranho, outro sádico devoto das brigas de cães ilegais teceu o seguinte comentário doentio: “Meus cães morrem com o rabo virado para o alto, e abanando-o.”

Eles também morrem com os ossos fraturados, orelhas despedaçadas, carne dilacerada, e com o sangue jorrando. As brigas duram de uma a três horas. Eles brigam até a morte. Randall Lockwood acrescenta esta pitada de ironia: “Não é incomum ouvir-se falar de cães que saem da arena e atacam os espectadores. Alguns de nossos investigadores já presenciaram isso.” O xerife Blackwood, de San Diego, EUA, diz: “Nós os temos visto, com ambas as patas dianteiras quebradas, arrastarem-se pela arena para brigar.” Será que estes cães também morrem com o rabo virado para o alto, abanando-o?

A coragem e a força dos buldogues são fenomenais. Quão repulsivo, quão triste, é que tal coragem e força sejam utilizadas de forma tão cruel e sádica — cães que são feitos bravos por terem sido instigados por homens ainda mais bravos! Por fim, Lockwood deplora tal ferocidade e suas conseqüências: “A briga de cães é a maior perversão do relacionamento pessoal que existe entre pessoas e cães. Trata-se de pessoas sujeitando os cães a incrível crueldade. E, atualmente, isso se transformou em cães que matam pessoas.”

A gente começa a refletir: será que os buldogues causaram mais danos às pessoas do que as pessoas causaram aos buldogues? Quão apropriadas são as palavras de Provérbios 12:10: “O justo importa-se com a alma do seu animal doméstico, mas as misericórdias dos iníquos são cruéis.”

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