quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Datação dos Dinossauros



Encontram-se regularmente ossos de dinossauros em camadas da Terra inferiores às de ossos humanos, levando muitos a concluir que eles pertencem a um período anterior. Os geólogos chamam a este tempo de era mesozóica e a subdividem nos períodos cretáceo, jurássico e triássico. Os esquemas de tempo usados para tais períodos acham-se na ordem de dezenas de milhões de anos. Mas, será que isto foi confirmado por qualquer grau de certeza?
Um método utilizado para medir a idade dos fósseis é chamado de datação pelo radiocarbono. Este sistema de datação mede a taxa de decomposição do carbono radioativo a partir do momento da morte do organismo. “Uma vez um organismo morra, ele não mais absorve novo bióxido de carbono de seu meio ambiente, e a proporção do isótopo se reduz com o tempo, à medida que ele sofre decomposição radioativa”, declara a obra Science and Technology Illustrated (Ciência e Tecnologia Ilustrada).
No entanto, esse sistema apresenta graves problemas. Primeiro, quando o fóssil é considerado como tendo cerca de 50.000 anos, seu nível de radioatividade já se reduziu tanto que há grandes dificuldades em detectá-lo. Em segundo lugar, mesmo em espécimes mais recentes, este nível já se reduziu tanto que ainda é extremamente difícil medi-lo com exatidão. Em terceiro lugar, os cientistas conseguem medir a taxa atual de formação do carbono radioativo, mas não dispõem de meios de medir as concentrações de carbono no passado distante.
Assim, quer utilizem o método do radiocarbono para datar os fósseis, quer usem outros métodos, tais como o do potássio, urânio ou tório radioativos para datação das rochas, os cientistas não conseguem estabelecer os níveis originais desses elementos através das eras. Destarte, o professor de metalurgia Melvin A. Cook comenta: “A pessoa pode apenas adivinhar tais concentrações [de materiais radioativos], e os resultados sobre sua idade, assim obtidos, não podem ser melhores do que tal adivinhação.” Isso se dá especialmente quando consideramos que o Dilúvio dos dias de Noé, há mais de 4.300 anos, provocou enormes mudanças na atmosfera e na Terra.
Os geólogos Charles Officer e Charles Drake, da Faculdade Dartmouth, ampliam as dúvidas quanto à exatidão da datação radioativa. Declaram eles: “Concluímos que o irídio e outros elementos associados não foram depositados instantaneamente. . . mas, em vez disso, que houve um intenso e variável influxo destes elementos constituintes durante um intervalo de tempo geológico relativamente curto, da ordem de 10.000 a 100.000 anos.” Eles argumentam que a separação e o deslocamento dos continentes perturbou o globo todo, provocando erupções vulcânicas, bloqueando a luz solar e conspurcando a atmosfera. Por certo, tais eventos perturbadores poderiam alterar os níveis de radioatividade, distorcendo assim os resultados dos modernos relógios radioativos.

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