terça-feira, 20 de abril de 2010

O difícil ponto de equilíbrio




Nosso Criador certamente aprecia quando demonstramos que gostamos dos animais e cuidamos bem deles. Você concorda, então, que não seria correto sujeitá-los à crueldade? No entanto, é comum permitir que touros, cães e galos sejam submetidos a horríveis maus-tratos e sejam mortos em brigas promovidas apenas para diversão. Lamentavelmente, o modo como as pessoas tratam os animais nem sempre reflete a compaixão tencionada por Deus.

Por outro lado, algumas pessoas se preocupam tanto com animais de estimação a ponto de os colocarem acima de outras coisas importantes. De fato, quando a afeição por animais não é controlada pela razoabilidade, a vida dos bichos pode parecer mais importante do que a de humanos. Citando um exemplo, durante um incêndio numa clínica veterinária, quando os donos se reuniram do lado de fora, alguns teriam “tentado romper o cordão de isolamento gritando que queriam morrer junto com seus queridos companheiros”.

Naturalmente, pode ser muito triste, até mesmo trágico, ver a morte de um querido animal de estimação. Mas até mesmo nesse caso precisamos ter um conceito equilibrado. Conforme observado anteriormente, os animais não foram criados à imagem de Deus, nem foram feitos para viver para sempre, como no caso dos humanos. Sobre a maneira em que Deus criou o homem, a Bíblia diz: “Ele pôs até mesmo a eternidade na sua mente” — mas não se diz nada similar a isso a respeito dos animais. — Eclesiastes 3:11, Byington.

Assim, a Bíblia não diz que seja errado matar animais — aliás, eles fornecem a carne para alimentar milhões de pessoas. Mas o que dizer de matar um animal de estimação — digamos, que esteja doente e sofrendo? Pode ser muito difícil e doloroso tomar essa decisão. Mas quem ama o animal poderá chegar à conclusão de que fazer isso de forma rápida e indolor é melhor do que prover ao seu leal companheiro um tratamento caro que somente prolonga o sofrimento e pode até ser um fardo financeiro para a família.

Uma vez que Deus tem grande amor pelas criaturas humanas, não devia isso nos motivar a demonstrar consideração e amor aos animais que ele confiou aos nossos cuidados? Muitos que demonstram tal amor se sentem atraídos à maravilhosa perspectiva de usufruir a companhia dos animais conforme era o propósito original do Criador. O artigo concludente desta série fala sobre isso.

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