quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma criatura magnífica



Antes, havia tigres-siberianos espalhados pela Coréia, norte da China e Mongólia, até a região do lago Baikal, na Rússia. Mas, há cem anos, seu número vem diminuindo. O último refúgio desses animais é uma isolada cadeia de montanhas ao norte de Vladivostok, Rússia, perto do mar do Japão.
Os tigres se identificam pelo cheiro que exalam, e isso permite aos machos procurarem as fêmeas quando é tempo de acasalar. Nascem dois ou três filhotes por ninhada, cegos e se contorcendo. Os filhotes de tigre-siberiano nunca ronronam, como fazem os gatinhos, mas emitem suaves rosnados ao beber o leite da mãe. Mamam por cinco ou seis meses, até começarem a comer carne. No início, eles acompanham a mãe nas caçadas, mas só estão prontos para caçar sozinhos aos 18 meses de idade. Os tigres jovens permanecem com a mãe por até dois anos. Daí, separam-se dela e estabelecem o próprio território.
Na natureza, alguns desses tigres ficam bem grandes. Os machos podem pesar cerca de 270 quilos e medir mais de 3 metros, da cabeça à ponta da cauda. Os tigres são bem preparados para enfrentar invernos frios e com muita neve. Uma pelagem grossa cobre seu corpo, e as enormes patas são revestidas de pêlos, que os ajudam a andar na neve.
Os tigres-siberianos têm um padrão de listras escuras sobre o pêlo laranja. Cada tigre tem listras exclusivas que os diferenciam de outros tigres, assim como as impressões digitais das pessoas. Na floresta, em geral é difícil ver um tigre quando está parado, por causa de suas marcas e cores. Mas, numa área aberta no inverno, ele se contrasta nitidamente com a neve. Essa visibilidade no inverno não passa despercebida ao único predador do tigre, o homem.

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