terça-feira, 20 de abril de 2010

Morte dos Bichinhos de Estimação

É somente natural que uma criatura, seja ela um cão, um cavalo, ou algum outro animal, que tenha fornecido certa medida de companheirismo por um período de anos, faça falta ao seu dono ao morrer. Mas, novamente neste caso, há necessidade de um conceito equilibrado.

Em várias partes da terra, podem-se achar “cemitérios de animais” com lápides e epitáfios sobre os túmulos de vários animais. Isto traz à lembrança o enterro e o sepultamento elaborados que os antigos egípcios davam a seus sagrados bois Ápis, bem como seus cemitérios especiais, contendo literalmente centenas de milhares de gatos, babuínos, crocodilos e chacais mumificados.

Tais práticas são totalmente estranhas aos ensinos bíblicos. A Bíblia mostra que apenas ao homem se deu a perspectiva de viver para sempre. Adão somente morreria se se provasse desobediente. (Gên. 2:16, 17) Nós, seus descendentes, estamos numa condição moribunda devido a herdarmos dele o pecado, “pois o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rom. 6:23; 5:12) Outras criaturas, como “animais irracionais” não são capazes de pecar consciente ou voluntariamente contra Deus. Daí, sua morte é simplesmente devida aos processos naturais, ao período geral de vida gravado em sua constituição genética desde o começo. Assim, ao passo que um rinoceronte talvez chegue até a viver meio século, o musaranho de cauda curta tem um período de vida que raramente ultrapassa dois ou três anos. Alguns insetos vivem apenas algumas horas. Isto continuará a ser verdade mesmo na prometida nova ordem de Deus por meio do reino justo de seu Filho, quando a morte herdada de Adão pelos humanos “não haverá mais”. — Rev. 21:4.

A ressurreição provida para a humanidade pecadora pelo sacrifício de resgate de Cristo obviamente não se aplica à criação animal, que é incapaz de ter entendimento, e de ter fé nessa provisão divina. Os animais em Israel não eram enterrados em cemitérios ao morrer, mas eram arrastados para fora da cidade e jogados fora. (Compare com Jeremias 22:18, 19; 36:30.) Jamais eram considerados como indo para o Seol (a sepultura comum de toda a humanidade) do qual poderiam ser ressuscitados.

Sim, os animais são maravilhosos — em seu devido lugar. Mas, jamais podem realmente substituir os humanos. A fim de evitar ficar desequilibrados em nosso ponto de vista ou nossa atitude emocional, devemos avaliar que foi ao mundo da humanidade que Deus amou tanto que deu Seu Filho unigênito. (João 3:16) Na verdade, a maioria dos humanos hoje em dia não refletem as qualidades de Deus nem agem à Sua ‘imagem e semelhança’. Destarte, causam muita tristeza, frustração, irritação e pesar. Mas, nem todos são desse jeito. Podemos encontrar pessoas que fornecem excelente companhia, pessoas que são admiráveis e amáveis, que se provam dignas do amor de Deus. Se estivermos dispostos a fazer o esforço de encontrar a tais, jamais precisaremos ficar sozinhos ou cometer o erro de nos voltar para os animais a fim de receber o que só os humanos podem dar.

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