terça-feira, 20 de abril de 2010

Por Que Se Opõem?

Segundo a revista The Journal of the American Medical Association, “a maioria dos indivíduos preocupados com a utilização de animais em pesquisas biomédicas pode ser dividida em duas categorias gerais: (1) os preocupados com o bem-estar animal que não se opõem às pesquisas biomédicas, mas querem garantias de que os animais sejam tratados de forma tão humana quanto possível, que o número dos animais usados seja o mínimo absoluto exigido, e que os animais só sejam usados quando necessário”. Este grupo, de acordo com pesquisas recentes, constitui a maioria menos clamorosa.

O segundo grupo, de acordo com a mesma fonte, são “os preocupados com os direitos dos animais, que assumem uma posição mais radical e que se opõem totalmente à utilização de animais em pesquisas biomédicas”. “Os animais possuem direitos fundamentais inalienáveis”, disse o co-diretor de um de tais grupos. “Se um animal tiver a capacidade de sentir dor ou medo, então ele tem o direito de não lhe infligirem tais coisas.” “Não existe base racional para se afirmar que um ser humano tenha direitos especiais”, disse outra pessoa que servia como porta-voz. “Seja um rato, seja um porco, seja um cão, seja um menino. São todos mamíferos.”

Muitos liberacionistas profundamente convictos opõem-se à utilização de animais como alimento, em roupas, no esporte e até mesmo como bichos de estimação. Pescadores têm sido lançados na água por aqueles que se opõem à pesca e ao consumo de peixes. Pessoas que usam casacos de pele e roupas e acessórios de couro animal têm sofrido abusos verbais nas ruas. Lojas têm sido invadidas e custosos casacos de pele destruídos por aqueles que adotam um conceito mais radical sobre o uso e abuso de animais. “Não comerei ovos no desjejum, nem usarei artigos de couro”, expressou um deles. “Por trás de praticamente toda fatia de bacon e de todo ovo de aspecto inocente”, avisava um boletim da “Humane Society” dos Estados Unidos, “esconde-se uma longa e oculta história de insuportável sofrimento”. Repleto de fotos de leitoas e galinhas confinadas em pequenos galinheiros e gaiolas, o boletim fazia a acusação de que tais condições, bem comuns na indústria de criação de porcos e de galinhas, tornavam “um prato de ovos com bacon nada menos do que ‘o desjejum da crueldade’”. Obviamente, a defesa dos direitos dos animais envolve sentimentos fortes e sinceros.

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