terça-feira, 20 de abril de 2010

Pesquisas com animais — um conceito equilibrado

EMBORA o preço pago possa ser controversial, a maioria das pessoas crê que as pesquisas com animais resultou em tremendo bem para a humanidade. Mesmo aqueles que advogam a violência contra testes feitos com animais tem sido beneficiários de novos conhecimentos médicos e processos cirúrgicos, bem como de fármacos que combatem doenças.

Martin Stephens, da “Humane Society” dos Estados Unidos, disse: “Temos de ser honestos e reconhecer que tem havido alguns benefícios das pesquisas feitas com animais. Mas, nosso alvo final é a completa substituição dos animais.” (Parade Magazine, 9 de outubro de 1988) “Eu deveras admito”, disse Vicki Miller, presidenta da “Humane Society” de Toronto., “que na virada do século se fez bom uso dos animais. O controle do diabetes derivou-se legitimamente das pesquisas feitas com animais. Mas, não existe necessidade delas agora que dispomos de toda sorte de tecnologias alternativas”. — Jornal The Sunday Star, de Toronto, Canadá.

Perguntou-se a esta mesma crítica que resposta daria aos que apresentam o seguinte argumento: Se um rato tem de morrer para salvar a vida dum bebê, isso vale a pena. Se não utilizarmos animais em pesquisas, os bebês morrem para salvar ratos. Sua resposta ao jornal Globe and Mail, de Toronto, foi: “Trata-se duma questão muito emocional, e, desse ponto de vista, é quase que impossível de solucionar . . . Há aquele negócio de ou o rato ou o bebê, e perde-se cada vez.”

No artigo anterior, fez-se a seguinte pergunta: “Caso as pesquisas com um animal pudessem salvar você ou um ente querido de uma excruciante doença ou da morte, recusar-se-ia a permiti-las?” John Kaplan, professor de Direito da Universidade Stanford, Califórnia, EUA, deu uma reposta, na edição de novembro de 1988 da revista Science: “Os que se opõem às pesquisas com animais raramente se ativeram a princípios e instruíram seus médicos a não utilizar os resultados das pesquisas biomédicas em animais, quando isso beneficiasse a seus entes queridos ou a eles mesmos. Nem se mostraram dispostos a abdicar para si mesmos das vantagens de quaisquer progressos futuros, resultantes de pesquisas feitas com animais. Podemos admirar os princípios que impelem as Testemunhas de Jeová a recusar transfusões de sangue . . . e aqueles que objetam à caça de animais dotados de pele, e que não usam peles. Mas, combatemos vigorosamente a ideologia que leva aqueles que se opõem às pesquisas feitas com animais a empenhar-se em sua causa, não pelo exemplo, mas, antes, por combaterem-nas, com argumentos desonestos, para privar a todos de tais benefícios.”

“O público deve ser informado”, escreveu o editor da revista Science, de 10 de março de 1989, “que as pesquisas feitas com animais também trazem benefícios a outros animais. Com efeito, uma vacina contra a peste bovina, vírus que mata milhões de bovinos lenta e dolorosamente, foi criada através de experimentos com animais; a vacina é agora aplicada pela Organização Mundial da Saúde a milhões de bovinos na África.”

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