quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mãe dedicada




A fêmea constrói o ninho perto da água, geralmente num monte de barro e de plantas em decomposição. Ela põe uns 100 ovos ovalados, de casca dura, e depois cobre e protege-os contra predadores. Em seguida, chapinha água para molhar o ninho e decompor mais depressa a vegetação que está por cima, criando assim calor para incubar os ovos.

Curioso e fascinante é o que acontece a seguir. É a temperatura da incubação de cada ovo que vai definir o sexo das crias. Dá para acreditar? Quando a temperatura está entre 28 e 31 graus Celsius nascem crias fêmeas em cerca de 100 dias; mas, se a temperatura for de 32,5 graus nascem machos dentro de 64 dias. Ovos incubados entre 32,5 graus e 33 graus podem produzir tanto machos como fêmeas. Quando o ninho é construído com um lado na beirada da água e o outro exposto ao sol quente, geralmente do lado mais fresco nascem fêmeas e, do lado mais quente, machos!

Assim que a mãe ouve grunhidos, remove a cobertura do ninho e, às vezes, quebra os ovos, se as crias, dotadas de dentes-de-ovo, já não o quebraram e saíram. Com muito jeito, levanta as crias nas mandíbulas e carrega-as numa bolsa sob a língua até a margem da água. Elas já nascem sabendo se cuidar. Logo se põem à cata de insetos, rãs e pequenos peixes. Mas algumas mães são muito protetoras e ficam por perto durante vários meses, formando berçários nos pântanos, onde o pai coopera fazendo papel de babá e protegendo as crias.

Nenhum comentário: