terça-feira, 20 de abril de 2010

Necessidade de Cautela

Se nos interessamos em agradar a Deus em nossas vidas, há necessidade de cautela no que tange aos bichinhos de estimação nossos. Talvez notemos que uma atitude errada para com a criação animal estava envolvida na queda da primeira mulher na rebelião contra Deus. Ela permitiu-se deixar levar pelas palavras que pareciam vir da boca duma serpente, uma criatura instintivamente “cautelosa”, todavia, ainda assim, um ‘animal irracional’. — Gên. 3:1-6.

Através das centúrias desde então, a adoração falsa amiúde envolveu um conceito errado da criação animal. Os crocodilos, babuínos e touros têm sido mantidos em templos, banhados, perfumados e alimentados com o melhor dos alimentos, ao passo que os humanos na mesma área viviam em condições miseráveis, famintos. Nações poderosas tomaram certo animal ou ave como o símbolo orgulhoso de seu governo e povo, venerando zelosamente tal símbolo animalesco.

Muito embora não deifiquemos um animal como sendo sagrado, o que dizer se tratarmos um bichinho de estimação como se estivesse virtualmente no mesmo nível dos humanos? O que dizer se mostrássemos até mesmo maior interesse e preocupação por ele do que mostramos por outros humanos, sacrificando os interesses deles em favor do animal? O que dizer se estivermos dispostos a grandes esforços e despesas para aliviar o sofrimento animal em geral, mas deixarmos de ‘amar ao próximo como a nós mesmos’ e de compassivamente ajudar outros do modo que o Filho de Deus fez quando estava na terra? (Mar. 6:34) Em qualquer desses casos, não seria isso colocar o animal numa posição que não lhe pertence?

Ao passo que talvez sejam raros, relatam-se casos em que as pessoas permitem que seus bichos de estimação se sentem à mesa de refeições junto com elas e comam dum prato junto com os membros humanos da família. Alguns fazem testamentos legando somas que atingem milhares de cruzeiros para cuidar de um certo bicho de estimação. Outros incorrem em grandes despesas para manter vivo algum animal idoso e doente, até mesmo arriscando a saúde de outros no lar por reterem ali o animal.

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