terça-feira, 20 de abril de 2010

O conceito equilibrado sobre os bichinhos de estimação




TALVEZ não possua um leopardo, uma lontra ou uma jibóia em sua casa ou seu quintal dos fundos. Talvez possua um tipo de animal mais comum, pequeno, domesticado — talvez apenas um cachorro ou um gato. Embora este seja o caso, ainda assim talvez surja a pergunta quanto a se o animal está “deslocado”, quer fisicamente quer de outro modo. Sua própria atitude e tratos com o bichinho de estimação poderiam ser a causa de tal relacionamento incorreto. Como podemos determinar isto? Por considerarmos o propósito para o qual foram feitos os animais pelo Criador deles e nosso, e a relação com o homem que Ele lhes designou.

O relato bíblico mostra que, dentre todas as criaturas da terra, apenas o homem foi feito à imagem e à semelhança de Deus. Foi-lhe dado o domínio sobre todas as demais criaturas terrestres. (Gên. 1:26-28) Embora estivesse interessado na criação animal e em dar nomes a seus muitos membros, Adão “não . . . achava nenhuma ajudadora como complemento dele” dentre os animais. (Gên. 2:19, 20) Todos eles eram sub-humanos, bem descritos por Pedro e Judas, discípulos de Jesus, como “animais irracionais”. — 2 Ped. 2:12; Judas 10.

Na verdade, os animais brincam, eles demonstram emoções tais como o prazer, a depressão, a afeição, o temor, a ira e a ansiedade. Também diferem uns dos outros pela individualidade, mostrando características distintivas entre as espécies e dentro das próprias espécies. Todavia, como Hans Bauer, à base de muita evidência e pesquisa, aponta em seu livro Animais Are Quite Different (Os Animais São Bem Diferentes; traduzido do alemão por James Cleugh): “Não importa quanto as ações [dum animal] se pareçam, em seus efeitos, com as dos seres humanos . . . nunca é em idéias abstratas que um animal baseia sua carreira ou até mesmo os atos separados de que se compõe tal carreira. . . . Nada que um animal faça ou deixe de fazer jamais acontece em parte alguma em conseqüência de uma série de idéias, da consideração ou crença deliberadas.” Antes, conclui ele: “É resultado de condições ambientais que o animal tenha de enfrentar.” — Página 34; compare com o Salmo 32:9.

Tem-se demonstrado, vez após vez, que a “sabedoria” dos animais, demonstrada pela habilidade de fazerem coisas tais como construir barragens (castores), colméias (abelhas), tecer intricadas teias (aranhas) e coisas similares, é sabedoria instintiva. Estas proezas são realizadas por criaturas mesmo criadas em separado de outras de sua espécie. Essa sabedoria foi inculcada em sua constituição genética pelo Criador.

Naturalmente, muitos animais podem ser treinados a fazer coisas que lhes são novas, que não são parte de suas habilidades herdadas. Mas, isto sempre esteve limitado, e sempre dependeu, das qualidades naturais do determinado animal envolvido. Um macaco, para exemplificar, pode ser treinado a andar de bicicleta ou a patinar no gelo; todavia, jamais pode ser treinado a fazer o trabalho dum cão pastor em vigiar um rebanho ou para fazer o rebanho entrar ou sair dum aprisco. Nem todas as variedades de cães se prestam igualmente bem para ser treinadas para a obra de pastoreio.

Os humanos, em contraste, podem formular idéias, podem usar o raciocínio indutivo e dedutivo, atingindo conclusões que demandam a ida de um caso específico ou incidente para uma regra geral, ou podem raciocinar de causa a efeito ou de efeito à causa. O homem, por conseguinte, consegue utilizar o conhecimento e o entendimento obtidos das experiências passadas a fim de solucionar novos problemas que surjam. Pode assim, conscienciosamente, e por sua vontade própria, aumentar seu conhecimento e entendimento. Também consegue compreender, crer e apegar-se a padrões do certo e do errado, do bem e do mal, da justiça e da injustiça. Os animais não conseguem fazer nenhuma destas coisas

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