terça-feira, 20 de abril de 2010

Valor dos Animais




É muito natural que a maioria dos humanos ache os animais agradáveis e importantes, pois Jeová os colocou na terra como parte valiosa de nossa ecologia terrestre. Sabia que o homem se beneficiaria tanto de os animais “selváticos” como de os “domésticos” partilharem o nosso globo. (Gên. 1:24) Por exemplo, qual de nós não se beneficiou das roupas confortáveis e duráveis feitas de lã? E não poderia isso ter-se dado até mesmo com a família de Adão, visto que seu filho Abel era “pastor de ovelhas”? — Gên. 4:2.

Os animais, porém, especialmente os de estimação, não raro são valiosos de outros modos. Podem proteger a propriedade ou a vida duma pessoa. Imagine só quantas pessoas foram protegidas de assaltos ou agressões por andarem com um cão leal que ladra e defende seu dono! Uma senhora, numa parte bonita de Brooklyn, disse, com um sorriso compreensivo que, embora muitas casas vizinhas tivessem sido roubadas, a dela não fora. Sua família possuía grande dinamarquês de 45 quilos, cujo “rosnado” faria com que qualquer pretenso ladrão pensasse duas vezes — ou talvez três ou quatro vezes, antes de agir! Ainda assim, esse dinamarquês, branco e com manchas pretas, é tão manso e carinhoso para com a família e seus amigos que eles realmente gostam dele.

Se ‘for pai, talvez tenha um animal em casa porque acha que um bichinho pode ser parte importante da vida duma criança. Neste respeito, afirma a Encyclopædia Britânica:

“Ter bichinhos de estimação oferece a oportunidade de ensinar aos filhos a íntima dependência entre o privilégio e a responsabilidade, e também algo sobre o sexo; o processo de acasalamento logo é observado, seguido por assuntos tais como período de gestação e os problemas variados que estão envolvidos no nascimento e cuidado dos filhotes.”

Se decidir ter um bichinho para o bem de seus filhos, para que eles se beneficiem cabalmente é necessário que sejam treinados quanto à responsabilidade envolvida. Mostraria profundo interesse nos seus filhos ou num bichinho de estimação se permitisse que fosse negligenciado, uma vez que desvanecesse o entusiasmo inicial por ele, ou uma vez que não fosse mais “acariciável”? Se ensinar seus filhos a participar em limpar, alimentar, exercitar e disciplinar o animalzinho, não o fazendo você mesmo, estará ajudando-os. E todos apreciarão mais o bichinho.

Cuidar dum bichinho, bem como tê-lo por companhia, tem ajudado a muitas crianças retardadas e a jovens com problemas emocionais. Um motivo é que talvez reajam quando se conscientizarem de que uma parte da criação viva de Deus depende deles. Também, um animalzinho talvez os ajude a relacionar-se com o “mundo exterior”. Um funcionário duma instituição de psicologia em Londres falou dum rapaz perturbado que tinha problemas de comunicação e medo obsessivo da sujeira. A medida que o garoto se interessou em Daisy, uma cadelinha, ele começou a se comunicar melhor, falando com seus pais sobre a cadelinha. Quando Daisy teve cinco cachorrinhos, e ele pôde ajudar a cuidar deles, ele superou sua obsessão quanto à limpeza.

Mas, naturalmente, a pessoa não tem de ter problemas emocionais para apreciar a companhia dum bichinho. Já se sentou tranqüilamente numa poltrona, acariciando ternamente um gato que ronronava? Já ouviu o canto melódico dum canário de estimação, ou foi bem recebido de volta ao lar pelos latidos felizes de seu. cão? Nesse caso sabe que os animais nos podem dar muito prazer.

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